Falar
sobre a intensidade de viver é conseqüência da vida vivida com
intensidade. E o que é viver com intensidade senão reconhecer o valor
elevadíssimo e conseqüente, fruto, das experiências todas de todos os
dias? Busco viver assim, com intensidade. Se consigo? Na maioria das
vezes não, mas desejo. Faz parte de "meus reconhecimentos" assumir que é
trabalhoso reconhecer o valor de uma decepção, de uma frustração, de
momentos difíceis e por inúmeras ocasiões me vi refletindo sobre este
assunto. É complicado para mim, talvez por minhas distrações e
dificuldades em traçar uma rota e segui-la com rigor. Um dia desses ouvi
uma frase interessante, é quase assim: "Um rio não segue um curso reto
até o mar e para seguirmos o trajeto do rio, é preciso 'fazer' com ele
suas voltas, para assim acompanhar o desembocar do rio no mar", talvez
essas minhas "voltas" - disfarçadas de distração - sejam o "acompanhar
natural do curso deste rio da vida" que sempre desemboca no mar, e
realmente acredito que "as águas de minha vida" tornar-se-ão um dia uma
só água. Assim espero e por este "momento" anseio profundamente.
Me impressiono com facilidade ante
os acontecimentos da vida: aqueles muito simples, de forma bastante
especial, e que tendem a passar sem serem JUSTAMENTE valorizados. Falo
de um simples "bom dia" recebido numa manhã nublada, de um sorriso suave
e verdadeiro ou de um e-mail (neste tempo de tanta tecnologia)
convidativo a uma reflexão ou simplesmente portador de uma saudação
singela mas que faz toda a diferença num desses dias "sem graça" aos
nossos olhos tão cheios e facilmente convencidos de e por
superficialidades. Será que alguém pode dizer-se imune do efeito
maravilhoso de um destes momentos cheios da doçura singular que trazem
aos corações humanos a verdadeira graça de ser humano? Eu não posso.
Acredito
na identificação das pessoas com o amor e com a busca natural de todo e
qualquer homem pela felicidade. Aliás, tenho em minha vida o amor como o
ponto maior da verdade de ser quem sou e a felicidade como a plena
vivência desta verdade. Penso com tristeza que muitos vivem enganados
por não viverem a intensidade de ser quem são, por não viverem de fato,
por não amarem. Muitos dizem sonhar com a felicidade, neste momento
sinto-me privilegiada por não apenas sonhá-la, mas por vivê-la. Pode
parecer presunçoso, mas ainda não consegui encontrar argumentos que
pudessem me contradizer e não achei quem o fizesse, embora reconheça a
imperfeição de minha feliz existência. A alegria difere da felicidade,
costumo dizer que a alegria é passageira, embora um sentimento
magnífico! A felicidade que vivo, que experimento, que tenho a cada novo
dia e instante a oportunidade de provar é fruto da árvore de uma
decisão séria, de uma opção por ser feliz. Alguém muito especial me
mostrou e ensinou-me com a vida, que "amar é uma decisão". Além desta
verdade que preciso aprender sempre, aprendo, provo e comprovo
constantemente que ser feliz é conseqüência desta decisão.
A
maior experiência de intensidade em viver verdadeiramente a vida e a
humanidade de ser quem sou é exprimida nesta opção livre por amar. Logo,
por ser feliz.
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