Parece que, quando fico muito tempo sem dar razão ao que se passa em mim
para que seja escrito, relatado e às vezes partilhado, me sinto meio
travada, aí fico como desta vez, por dias começando algo sem ser capaz
de concluir nada. Estes dias, tenho vivido assim, começando sem
conseguir continuar a descrição do tempo, do amor, da dor, da vida, da
alegria que passa e da felicidade que a cada dia se renova.
Pensava,
ainda ontem, em recomeço, em opções... Tenho pensado em tantas coisas e
conseguido parar e me demorar em tão poucas que esta minha escrita,
corre sérios riscos de ser confusa, inacabada, mas não me importo!
Determino-me a ir até onde os passos de minha mente puderem e chegar até
onde me levarem. Talvez pareça lugar algum, talvez seja esta a forma
para que eu mesma chegue a "algum lugar".
O que eu gostaria muito de
pensar hoje, estando aqui, parada, é sobre certo lugar que encontrei.
Este nome me veio à mente assim que me deparei na "estrada do meu eu"
com um abismo. Ele se chama: "abismo do medo". Como das outras vezes,
fui, como que levada por um pensamento que tinha nome, duas palavras:
"abismo" e "medo". As situações do dia-a-dia requerem sempre opções,
decisões que na maioria das vezes não podem ser adiadas, ignoradas,
trarão novas trilhas, novas rotas a serem seguidas e outras decisões a
serem tomadas.
Sempre me achei corajosa, sempre me enganei e o
“engraçado” é que tenho me descoberto tão pequena, tão frágil, tão
temerosa em dar passos, em aderir ao desejo do meu coração que,
ultrapassa os limites da minha competência, de minhas capacidades, que
foge ao meu controle e, muitas vezes à minha compreensão! É nestas
circunstâncias, olhando para mim, tão pequena como sou, que me vi neste
abismo, mas não quero ficar aqui, não mais! Hoje sei que era aqui, neste
abismo, o lugar onde me vi por muitas vezes, mas estava tão enganada
sobre quem eu sou que não fui capaz de identificar o caminho das minhas
vontades que me levavam a este lugar, o caminho que parecia sempre ser o
mais belo e seguro e que percebo, que, na verdade, não passa da fuga
daquilo que sou e que fui criada para ser e viver! Estava tão enganada
sobre quem eu sou que não fui capaz de reconhecer e saber o nome deste
lugar, de notar que é fundo e que me levaria a um falso centro, à mim
mesma. Não quero permanecer aqui, presa neste abismo, à mercê daquilo
que quero hoje e que provavelmente não irei querer amanhã, por que a
inconstância da minha humanidade é tão grande e me convence por vezes a
abandonar a constância da alma que deseja apenas o que é realmente
importante, que se prende ao essencial, ao que é Bom.
Não quero
estar presa às quedas no abismo do medo, mas lançar vôos de coragem,
renúncia e disposição, livre dos meus medos e compreensões, ao céu que
está em todos os lugares já vistos e ainda não conhecidos do fascinante
mundo de mim.
Sigo assim, nas contínuas e maravilhosas descobertas de quem sou: meu eu em fase de descobertas...
A Sabadoria é a habilidade de ver as coisas da uma maneira diferente mas nem sempre queremos ver as coisas diferentes e nem da maneira que são e sim do jeito que queremos ver ..
A realidade pode ser bem diferente daquilo que pensamos, depende somente de nós…
Creio q esse ano Deus irá fazer grandes Obras em Minha vida e na vida de muitos ...
Minha Nova Fase :)
A espera da minha princesinha Aysha Yasmim <3
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