
Sem permissão, de mansinho, sorrateiro, em silêncio. Sem ordem, sem escrúpulos, com discrição. Coincidência do destino.
Foi de repente, num exalo de distração, sem explicação. Foi invadindo, tomando conta.
E
a saudade, inexplicável. A falta de algo que nunca tive. A ausência
dói, danifica, machuca, destrói e constrói algo sem sentido. Falta o
toque, a presença, o calor, a textura, o sentir, o beijar, o desejar, o
abraçar.
Minhas mãos suam, meu peito arfa, meu coração se desespera, minha respiração acelera; como se você fosse o ar necessário.
Vem,
eu te ajudo a fugir dessa solidão e em troca você preenche esse vazio
que cresce dentro de mim. Vem e me ajuda a entender esse momento; sinta
comigo isso que os poetas chamam de amor.
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