Dizem-me sobre o que eu deveria fazer a respeito da minha vida, contam-me fatos que acontecem quando eu estou ausente, apontam-me em qual pessoa eu deveria confiar. Elas me perturbam. Atrapalham. Talvez por serem tantas.
Elas mudam freqüentemente. Gritam, choram, gargalham, suspiram, rosnam, tossem, assobiam. Elas mentem. Mentem muito sobre o que tu pensas. Dizem que sim, dizem que não. São quase tão indecisas quanto a dona da cabeça. Talvez sejam pessoas diferentes.
Algumas riem do que acontece, outras do que ainda está para acontecer. Debocham, zombam. Vozes ridículas! Tiram-me o sono durante horas, falam tão alto que os olhos custam a fechar. Às vezes queria que elas sumissem. Deixassem-me sozinha em mim, fazendo com que meus pensamentos ecoassem dentro da caixa craniana.
Elas andam dizendo muito sobre ti, como sempre, mas coisas relevantes. Espero que estejam certas.
E se tu perguntas o que as vozes me dizem, eu respondo que te deixo escolher.
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