A realidade pode ser bem diferente daquilo que pensamos, depende somente de nós…

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Creio q esse ano Deus irá fazer grandes Obras em Minha vida e na vida de muitos ...

Minha Nova Fase :)

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A espera da minha princesinha Aysha Yasmim <3

sábado, 5 de fevereiro de 2011

تاج محل




(Taj Mahal - é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, construído entre 1630 e 1652 pelo imperador Shah Jahan, em memória de sua esposa Aryumand Banu Begam, que faleceu após dar a luz ao seu 14º filho. O Taj Mahal foi construído sobre seu túmulo.)

"Tudo celeste,inumano,intocável,
Subtraindo-se ao olhar, às mãos...
Fuga das rendas de alabrastro e dos jardins minerais,
com lírios de turquesa e calcedônia pela parede;
Fuga das escadas pelos subtêrraneos.
E os pés naufragando em sombras ..."
Cecília Meireles -Taj Mahal

E eu torno a fechar os olhos, pronunciando palavras como se fossem mantras.
Meu refúgio, tudo o que tenho e tudo que desejo, palavras solúveis,mutáveis, tão sugestionáveis quanto crianças seduzidas por uma tarde de doces no parque.
Viajar? Divagar? Sentir? Tudo isso e muito mais, sem nem ao menos sair do lugar, sem parar para pensar, sem pagar, basta apenas imaginar.
Fechar os olhos...
Criar, montar um quadro lúdico.
E ninguém, absolutamente ninguém pode me convencer de que estou errada, de que não sou capaz.
Uma segurança inexplicável, Um frescor inconfundível, Nada, ninguém me atinge.

Uma vez quando eu era pequena e mal sabia escrever, eu vi o Taj Mahal na televisão, desde então toda vez que algo me chateava, aborrecia ou entristecia, eu apenas fechava os olhos e me imaginava lá, sob o pôr do sol quente, malfadado a abafados sussurros inaldíveis...
As sedas finas, coloridas, o rio dormente, o ruído incessante de pensamentos soterrados, o silêncio apurando os sentidos.
Eu sequer precisava estar lá, mas eu estava, cada parte do meu corpo me dizia isso
"Você está, você sente, você pensa, então está..."
E é exatamente assim que eu me sinto quando escrevo. A escrita é o meu "Taj Mahal", cheia de misticismo, cores, sedas...
É justamente assim que eu me sinto, quando fecho os olhos e escrevo, como num caminho induzido, numa espécie de sugestão involuntária de inspiração, vem de um jeito que eu sinto leve pudor em assinar meus textos, como se não me pertencessem ...
E não pertencem ...
São de outras vozes, dentro de mim, sentem e ao identificar o que sentem, sussurram em meus ouvidos. Eu apenas as transcrevo.

E basta apenas sentir, e logo vejo as cores, sinto os gostos e perfumes de todo um universo que talvez eu nunca conheça, basta imaginar, e quando apenas isso já for o suficiente para que cada parte do seu corpo admita, se exauste e se arrepie como se tivesse de fato estado lá. Então você esteve. A maior e mais incrível capacidade do ser humano é o de sentir, fingir que é, fingir que esteve e dessa forma, de fato SER e de fato ESTAR ☼


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