
E enquanto ela chorava com medo de perdê-lo outra vez, ele
acariciava seu rosto macio e via no fundo daqueles olhos apaixonados
toda a dor que ela sentia a cada lágrima que derramava. Ele dizia: ‘eu
vou ficar, eu jamais vou te deixar aqui sozinha, eu não vou embora’ e
ele tentava parar de soluçar mal acreditando no que tinha ouvido. Ela
estava tão feliz, embora soubesse que aquele felicidade toda não duraria
por muito tempo. Ela o abraçou o mais forte que pode e a unica coisa
que pediu para ele foi para que não a magoa-se, só isso poderia fazê-la,
de fato, feliz. Ele gostava de chamá-la de ‘minha pequena’. Mas era
isso que ela era realmente, uma menina baixinha que tinha o maior e mais
bonito amor do mundo. E quem disse que ele deixava alguém se aproximar,
ela era sua pequena e em meio ao limpar de suas lágrimas, ela sabia que
seria dele para sempre. A partir dali eles brigaram mais umas 20 vezes,
fizeram as pazes outras 30, e foram felizes durante toda a vida deles.
Era uma amor tão lindo e puro, daqueles que você olha e pensa não ser o
casal mais perfeito que já viu, mas o mais apaixonado e companheiro, com
certeza. Ela o queria para sempre, deitado em sua cama, vendo-a acordar
todas as manhãs. Ele queria cuidar de seus futuros filhos com ela,
queria dar do bom e do melhor pra sua família, queria ser o cara que
cuidaria deles para todo o sempre. Eles eram perfeitos juntos. Sonhavam
juntos. Desejavam juntos. Amavam-se tanto, mais tanto, que passaram a
conversar olhando um pro outro e traduzindo suas palavras em beijos
matinais antes de saírem para trabalhar, e o amor era tanto que pernacia
intacto ao voltarem para casa no final da tarde. Amaram-se sempre, dia
após dia. Se amam até hoje e daqui uns 90 anos vamos vê-los se amando da
mesma maneira surpreendente de sempre.
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