
É a pergunta que gostaria de fazer a muitas pessoas. E quando faço a mim mesma, geralmente a resposta é a mesma: não. Acho que ser feliz é uma espécie de vocação que a gente traz quando nasce. Poderia dizer que está ligada ao espírito, a vidas passadas, mas prefiro achar que é uma tendência, uma característica, como tantas que temos. Querer explicar o porquê de alguém se sentir infeliz ou feliz, é a mesma coisa de tentar explicar o motivo de umas pessoas serem tímidas e outras extrovertidas. Parece que aquilo faz parte da pessoa desde seu nascimento.
Ninguém me convence que o que falta da nossa vida é o motivo de sermos infelizes. O mal-estar por não ter ou não conseguir conquistar algo se chama tristeza, que é diferente de infelicidade. Todos nós temos nossos momentos alegres e momentos tristes. E quantidade de um ou outro não te faz mais ou menos feliz, apenas te faz mais ou menos alegre.
Felicidade é uma definição meio utópica se a gente parar para pensar friamente. No entanto, conheço e convivo com pessoas que são felizes, que tem esse bem-estar constante, mesmo tendo vidas cheias de dificuldade e outras que são o inverso, estão sempre se lamentando de tudo mesmo que a vida viva esteja oferecendo coisas legais.
Aí as pessoas podem pensar que estou afirmando mesmo que quem é alegre, é feliz e vice-versa. Não é bem isso! O que estou dizendo é que tem gente que mesmo nas horas tristes, se você perguntar a ela se é feliz, certamente dará um sorriso e dirá que sim. E o vice-versa vale também.
Não são as alegrias e tristezas, as conquistas e derrotas que fazem alguém se sentir bem ou mal a maior parte do tempo. Acho que o que faz a pessoa ser feliz ou infeliz é algo inexplicado que reside dentro de cada um. Como disse acima, uma espécie de vocação/tendência.
Aí eu digo que não me sinto feliz e as pessoas logo vão achar que sou uma dessas pessoas com tendência ao pessimismo e tristeza constante. Às vezes sim e outras não! Não nego, nem afirmo isso! Conquistei muita coisa da minha vida, mas parece que essas conquistas ficaram restritas a certos setores da minha vida, em outros eu simplesmente me sinto "morrendo na praia". Então não saberia dizer, com certeza, se todos os setores estivessem equilibrados, eu seria mais feliz. Talvez fosse mais alegre, mas habita em mim um vazio que dificilmente seria preenchido por algo que conquistasse. Essa é a impressão que sempre tenho de mim. Mas existe um outro lado em mim que gosto muito e faz a balança meio que se equilibrar. Que é a minha determinação e persistência para sair de situações em que me sinto desconfortável. Chato só é que nem tudo na vida depende só da gente, mas o que depende de mim, estou sempre tentando mudar o que não me agrada.
Resumindo, me descrevo como uma infeliz alegre, ou uma feliz triste! Me sinto meio que um paradoxo ambulante. E sigo sem nunca saber me descrever totalmente nesse sentido. No entanto uma coisa é certa, acho que é bem possível que nunca bata no peito e diga que sou uma pessoa feliz, ou infeliz. Prefiro apenas dizer que não me sinto feliz, por hoje. Amanhã já é outro dia, outras sensações, outras experiências...
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