Perdido na administração do município, o prefeito esqueceu até as velhas lições de Maquiavel que dão garantias mínimas de sucesso ao ‘príncipe’Amazonino Mendes não é mais o mesmo. O aumento da tarifa de ônibus a partir de hoje e os argumentos para fazê-lo, revela o administrador impotente em que se transformou o político que mais governou o Estado depois da abertura democrática. Nem o populismo dos anos 1980 e 1990 consegue reeditar.
A administração municipal é arcaica, formada pelo que havia de mais atrasado em todas as áreas da administração pública. O homem que deixou o governo em janeiro de 2003 prometendo trabalhar para “formar jovens” para assumirem as rédeas do poder no futuro, oito anos depois monta um secretariado com Manuel Ribeiro, Raphael Siqueira, José Pacífico, Alfredo Paes e tantos outros da velha política.
A escolha do secretariado foi um dos princípios maquiavélicos que Amazonino se esqueceu de aplicar. “A escolha dos ministros não é tarefa de pouca importância. Que sejam bons ou não, depende da prudência do príncipe. A primeira conjectura que se faz da inteligência de um senhor baseia-se no exame dos homens que ele tem à sua volta”, escreveu Maquiavel.
Competência e lealdade são os princípios basilares do sucesso desses auxiliares, segundo Maquiavel. Ora, em público, os secretários tentam demonstrar lealdade, mas o que é tal virtude senão a capacidade de realizar bem a tarefa para a qual foram designados? A administração municipal tem sido, até aqui, nos 17 meses e meio em que Amazonino assumiu o posto, uma sequência de atropelos.
E no caso do aumento no valor da passagem de ônibus, Amazonino quebra outro mandamento de Maquiavel, que torna qualquer administrador desprezível: a falta de grandeza, coragem, seriedade e força. Um príncipe, diz Maquiavel, “torna-se desprezível quando é considerado volúvel, superficial, efeminado, pusilânime, indeciso”. Pelo menos três desses defeitos o prefeito demonstrou ao ceder a pressão dos empresários e jogar contra o usuário do transporte coletivo.
agora eu me pergunto :
e o povo deve aprender que
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