A realidade pode ser bem diferente daquilo que pensamos, depende somente de nós…

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Minha Nova Fase :)

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A espera da minha princesinha Aysha Yasmim <3

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Diga-me com quem Anda


DIGA-ME COM QUEM ANDA...


Autor(a): Judith Rich Harris


Editora Objetiva


Qual a influência dos pais na formação da personalidade dos filhos?

São eles os culpados quando os filhos fracassam ou se tornam seres humanos terríveis?

Bem, todos nós fomos criados aprendendo a "culpar" os pais pelo produto final que nos tornamos.


Qual foi a minha surpresa ao descobrir que havia toda uma controvérsia sobre o assunto.

Li recentemente este livro da psicóloga Judith Harris. Para ela, os pais não são os únicos ou os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da criança, e sim a socialização com os amigos, as situações que ela vivem fora de casa, junto aos amiguinhos.


Isso quebra o mito de que são os pais que definem quem serão os filhos, tanto pela criação quanto pela herança genética. "Se essa tese fosse realmente verdade", diz Judith, "por que, então, gêmeos criados juntos não se parecem mais do que os que são criados separadamente?

Por que os filhos de imigrantes acabam falando perfeitamente e sem sotaque a língua dos seus colegas e não a dos pais?"


E faz sentido: a maioria de nós teve famílias em que pai e mãe trabalhavam fora. E certamente passamos mais tempo LONGE dos pais do que perto deles.

Sem contar que, ao tentarmos imitar os nossos pais nas pequenas coisas do dia-a-dia, eles nos falavam: "Não faça isso, é coisa de adulto!".

E nós, intuitivamente procurando uma personalidade para nós mesmos, não podíamos copiar os adultos.


Mas os colegas da escola sim. Esses não nos repreendiam se os imitássemos.
E um outro ponto importante: ela demonstra que a estrutura familiar muda muito de uma cultura para a outro, mas o relacionamento entre crianças na mesma cultura não.

O único fator que não muda de uma sociedade para a outra é a relação da criança com os amigos.



Confesso que, à primeira vista, a tese do livro mais parece uma artimanha editorial engendrada para vender livros a pais relapsos e loucos para arranjarem desculpas para seus pequenos Hitlers. Mas o fato é que tudo isso encontra eco na realidade.

Conheço dezenas de pais dedicados e responsáveis cujos fihos não se tornaram pessoas de caráter, felizes ou mesmo seguras de si.



Escolher o ambiente de amizade dos filhos, a escola, a igreja e até os primos e tios que serão mais próximos é tão importante quanto a educação formal em casa.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele", disse Salomão.


Mas parte do "caminho" é proporcionar aos nossos filhos amigos de caráter e companheiros de viagem dignos.

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